“Eu sei que eu sou uma bagunça, tanto por dentro como por fora. Mas por favor, diga que é de bagunças que você gosta.“
Love me, please. 

“Filha, olha pra mim, eu sei o quanto você queria que desse certo. Sei de todas as cenas e planos, que você cria antes de ir dormir. Eu sei o quanto você tem sonhado, esperando que um dia todos esses planos aconteçam. Mas filhinha, mesmo você sendo tão sonhadora, teus sonhos são tão pequeninos. O que Eu tenho sonhado pra você é muito maior, minha menina. Meus sonhos são maiores, e melhores que os seus. Espera, não se precipita não. Confia em mim, Eu estou contigo. No tempo certo, vai acontecer. E quando acontecer, você vai entender o porque de nunca ter dado certo com ninguém antes. Porque, em verdade vos digo, Eu não falho. Não sou homem, para mentir. Nem filho do homem, para me arrepender. Minhas promessas pra tua vida vão se cumprir, minha princesa. Confia em mim.“
Deus.

“Eu menti Zé. Menti quando disse que não sentia mais nada. Menti quando me fiz de desapegada. Menti pra tentar esconder de todos, aquilo que eu não conseguia esconder de mim mesma. A verdade, é que eu não esqueci, eu não deixei de amar, não deixei de sentir. Eu menti Zé. Mas não menti por mal. Menti pra tentar me convencer disso. E olha Zé, por um certo tempo, eu consegui. Eu achei que tinha realmente esquecido, e que podia seguir em frente. Comecei a me interessar por outros caras, e até senti aquela coisinha de borboletas no estomago. Mas sempre passava. Eu gostava e desgostava, facilmente. Daí fui vendo, que mesmo depois de tanto tempo, que em meio a tantos outros caras, nenhum me fez rir tanto como ele. Nenhum conseguiu ser tão idiota como ele. Nenhum conseguiu me confortar tanto como ele. Nenhum conseguiu mexer tanto comigo, como ele mexeu. Ele provocou em mim, o que ninguém tinha provocado antes. Me fez sentir aquelas coisas, aquelas mesmas coisas que eu tanto ouvia falar. É ele Zé. Ele tem um certo dominio sobre mim. O problema ta nele Zé. Não consigo encontrar alguém, nem se quer parecido com ele. Mas sabe o que é o mais foda disso tudo? Ele nem é tudo isso. Nem é tão perfeito. Nem tão bonito. Não é o tipo que te faz suspirar e dizer “Cara, que homem é esse?” Não. Ele não tem tantas qualidades assim. E nem ao menos é sensivel, ou protetor. Na verdade, ele é estupido e grosso. Um verdadeiro babaca. O babaca pelo qual me apaixonei. Puta merda, o que foi que eu vi nele? Por que é que gosto tanto desse cara, Zé? Se apaixonar por ele foi a pior estupidez que eu pude ter feito na minha vida. Mas foi uma estupidez boa. Uma estupidez que vale a pena ser vivida e revivida milhares e milhares de vezes. Me diz Zé, o que é que ele fez comigo? o que ele tem de tão demais que me fez gostar tanto dele assim? Me diz Zé, porque eu sozinha não consigo entender. Ta vendo Zé? o porque de existir tanta mentira nisso tudo? Não da, cara. Não da pra simplesmente admitir que ele é o meu ponto fraco. Eu menti Zé, porque se eu tentasse explicar a verdade, ninguém entenderia. Nem eu mesma entendo. E se te perguntarem Zé, diga que estou feliz sem ele. Por favor Zé, não estrague o meu disfarce.“
Eu queria não precisar mentir Zé. Eu queria não precisar sentir. 

“John, estou te escrevendo porque queria te contar que, já estou me ajeitando por aqui. Ontem mesmo, passei o dia inteiro sem pensar em você. E olha só, acho até que estou gostando de um outro alguém. Ele me faz bem, sabe? Semana passada ele alocou um filme dizendo que seria pra marcar nossa historia. E adivinha só qual foi o filme? "Querido John" Não bastava ter o teu nome. Tinha que ter nossa historia incluída . Tentei não pensar em você, juro John, eu tentei. Mas é que não da, sabe? Não da pra simplesmente fingir que não tivemos nada. Eu sei que, foi eu quem te disse pra tu não me procurar e fingir que não existo. Eu tentei fazer o mesmo. Só que não da, cara, tu fode com o meu psicológico. Lembrar de você, me destrói por dentro. Mas me conforta por fora. Entende? Tu não deve entender. Tu nunca entende nada. Aliás, foi por isso que terminamos, não foi? Te mando embora querendo que tu fique, mas tu nunca entende. Tu diz que entende, mas se entendesse mesmo não teria acreditado quando disse que não te queria mais por perto, que a gente já não dava mais certo..E aproposito, quando disse que passei o dia inteiro sem pensar em você. Era mentira. Vou te falar isso logo, porque sei que se eu não falar, tu vai acreditar mesmo nisso. Pensei em você ontem, antes de ontem, antes de antes de ontem, e antes também. Pensei em você de manhã, a tarde e a noite. Pensei em você a semana inteira e o mês inteiro também. É meio clichê te falar isso, mas pensar em você já virou parte da minha rotina. Ah, lembra que te falei que tava gostando de outro alguém? É mentira também. Ele é legal, me trata bem e as vezes consegue a façanha de me fazer esquecer de ti por algumas horas. Mas é que depois, depois que ele sai… adivinha só em quem eu penso? Exatamente. Em você. Mas eu não queria, sabe? Eu queria de verdade, gostar dele ou de qualquer outro babaca que aparecer na minha frente. Só pra me esquecer de você. Me sinto uma otária falando isso, é meio maldoso isso de querer alguém só pra curar tuas feridas. Mas acho que é assim mesmo, tu encontra alguém caído e ferido, e vai la cuidar das feridas dele. Pra depois, quando ele se curar, te deixar caída e ferida, e tu fica meio que esperando alguém pra te curar também. Lembra que tu me disse uma vez que, ficaria pra sempre comigo? Cadê você agora? Você me deixou na pior hora possível, John. As brigas dos meus pais estão cada dia mais frequentes. E eu costumava te ligar nessas horas, lembra? Te dizia que tava difícil, mas que você era a minha paz. Não sei porque resolvi vim falar contigo. Mas é que a saudade tava apertando, sabe? Saudade do que fomos um dia, de como eu ficava “braba” contigo, por ter dormido ao falar comigo no telefone. E tu falava que eu com raiva, era a coisa mais linda desse mundo. Saudade de como quando eu te ficava te implicando, e tu me dizia que o que eu tinha de baixinha, eu tinha de irritante. Eu lembro, e da saudade. Mas não é uma saudade qualquer, é uma saudade constante. Por saber que não tem como voltar atrás. Por saber que não vou poder reviver mais. E dói. Por que sei que não haverá alguém igual, nem ao menos parecido. Dói porque sei que não há quem te substitua. Eu sei disso. É triste.“
Não é uma saudade qualquer, é uma saudade constante.  

“Discutem como um casal, se falam como melhores amigos, se amam como crianças, obviamente, o destino deles e ficarem juntos.“
Gramaticas. 

“Me disseram que eu faço piadas sobre o amor, que boto tudo a perder tentando fazer gracinha, que sou aquele palhaço que mais precisa de atenção, abraço ou uma mão, que faz de tudo pra sair de uma situação embaraçosa que é fingir não sentir nada, enquanto o que eu mais fazia era transbordar sentimentos.“
Pedro L.   


“Eu vi suas fotos com ela. Na hora eu fiquei parada, sem expressão. Eu não sabia se ria dizendo algo como “que idiota” “vocês se merecem”, ou se começava a chorar, porque devia ser eu ali com você. Tinha que ser eu, era a única coisa que eu conseguia pensar.“
Refiz.  

“Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo.“
Caio Fernando Abreu.  

“Já faz algum tempo desde a última vez que nos falamos. Já faz algum tempo que não olho diretamente para os seus olhos cor de mel que me fizeram tão bem. É difícil lembrar de você, dói demais saber que estamos distantes, é difícil até me olhar no espelho, porque eu estou sem você. E nas noites frias, mesmo me enrolando entre as cobertas, não tenho seu calor. Mesmo alguns vestígios do teu cheiro ainda estando no meu travesseiro, não é o bastante de você para mim ter uma noite tranquila, de paz, descanso e proteção. Estar longe de você é como me separar da minha alma, do meu coração, deixar que o vento entre e preencha o vazio que nada pode preencher. Tento me ocupar para as lembranças não virem, tento não pensar, tento não lembrar, mas tudo nessa casa me lembra você. Seu rosto sorrindo na tela do meu celular, a suavidade do seu cheiro na blusa que você deixou, o conforto da nossa cama nas noites que você me abraçava até pegar no sono. É desespero, é, eu sei que é, mas sem você é assim que eu fico, em desespero, em pânico, sem chão, sem céu, sem descanso, sem paz, sem nada. Eu não tenho nada além de você para me gabar por existir, nada além de suas memórias para manter acesa a chama da esperança de que, você vai entrar por aquela porta com um sorriso enorme, me abraçar forte, matar meus anseios por teu cheiro, teu corpo colado ao meu e tua alma abraçada na minha. Perdi o medo do escuro quando você dormiu comigo, segurando a minha mão. Quando parecia que aquela escuridão sem fim iria me engolir e o ar fugia dos meus pulmões, você me abraçou e disse “eu estou aqui”, e de repente, não tinha mais nada ali. Eu te sentia, eu sabia que você estava do meu lado, que mesmo assim o escuro poderia me engolir, me sufocar, me devorar, mas você estava comigo, valia a pena correr o risco. Pensei que nunca dependeria de ninguém, que os medos que eu pudesse vencer, seria sozinho, e os que não conseguisse vencer, deveria desistir e respeitar meus limites, mas você me mostrou que sou mais do que meus medos, que lágrimas não curam dor alguma, que sorrisos não disfarçam o quanto estou mal e que finjo muito mal que não preciso de ninguém. Me ensinou a ser dependente de você, a sentir sua falta mesmo quando você prometia voltar. E eu sinto. Sinto sua falta, do seu beijo, do seu cheiro, da sua respiração no meu pescoço durante a noite, do seu pé se emaranhando nos meus, ficando tão próximo ao ponto de me fazer sentir tão seguro, como se o mundo não fosse me atingir nunca mais. Limpava minhas lágrimas de desespero, e arrancava lágrimas me fazendo rir até a barriga doer. Eram as melhores lágrimas que um dia já derramei, lágrimas de tanto rir com você. Cantarolava pra mim, sempre que eu estava irritado, roubava beijos quando eu negava, me dava abraços sem que eu pedisse, mesmo que depois eu reclamasse, seu sorriso dizia tudo. Nos amamos sem palavras, apenas com atitudes, um amor bonito, o mais lindo que já senti. E se algo ameaçasse nos separar, você não media forças para lutar, não media palavras para usar nos argumentos, dizia querer me ver bem, que meu sorriso era a única coisa que importava e eu acreditei. Eu ainda acredito. E a saudade é grande, como é grande. Não cabe no coração, não cabe no peito, não cabe no nosso quarto, não cabe na nossa casa, não cabe na nossa vida. Não cabe. Sozinho não sou nada, sem teu amor não sou metade, sem você não sou ninguém.“
A culpa é mesmo das estrelas? 

(c)